Tudo sobre a tríade: Pessoas, Trabalho e Organizações

21 de abr. de 2011

ORIENTAÇÃO - VIDA PROFISSIONAL

REFLEXÃO SOBRE A SUA VIDA PROFISSIONAL...

  • QUAL CARREIRA PROFISSIONAL SEGUIR? A QUE MAIS LHE MOTIVA! FAÇA ESSA PERGUNTA A SI MESMO.
  • MAS SE ESTIVER PRECISANDO TRABALHAR E ESTIVER SEM DINHEIRO? PROCURE MANTER O FOCO NA ÁREA QUE MAIS LHE INTERESSA E, SE NÃO FOR POSSÍVEL NO MOMENTO, PROCURE ALGO QUE MAIS SE APROXIME! PARA QUEM QUER QUALQUER COISA, VAI APARECER QUALQUER COISA (E NÃO A MELHOR OPORTUNIDADE!)
  • ESTOU SEM TRABALHO E QUERO TRABALHAR EM QUALQUER ÁREA! ISSO NÃO EXISTE! SEMPRE HAVERÁ UMA ÁREA QUE VOCÊ MAIS SE IDENTIFICA! AQUILO QUE VOCÊ FAZ MELHOR E COM AMOR!
  • O MERCADO ESTÁ PRECISANDO DE PESSOAS EM DETERMINADA ÁREA. CORRO PARA FAZER UM CURSO NA ÁREA? LEMBRE QUE MUITAS PESSOAS FAZEM ISSO E NÃO CONSEGUEM TRABALHAR NA ÁREA PELO DIFÍCIL ACESSO OU PORQUE QUEM CONSEGUE SÃO AS PESSOAS COM EXPERIÊNCIA. NÃO É IMPOSSÍVEL, APENAS ESTOU ALERTANDO PARA QUE NÃO FUJA DA ÁREA QUE VOCÊ MAIS GOSTA.


LEMBRE-SE:
SÓ O DINHEIRO NÃO MOTIVA!! (PODE ATÉ MOTIVAR NO INÍCIO, MAS DEPOIS VIRÁ A DESMOTIVAÇÃO) MAS VOCÊ FAZER O QUE GOSTA E RECEBER DINHEIRO POR ISSO, É MUITO MOTIVADOR!!
SE O SEU CURRÍCULO POSSUI EXPERIÊNCIAS OU CURSOS EM VÁRIAS ÁREAS, E VOCÊ ENVIA SEU CURRÍCULO PARA TRÊS ÁREAS DIFERENTES, PODE SER QUE O(A) RECRUTADOR(A) AVALIE QUE VOCÊ NÃO TEM FOCO E QUE AMANHÃ VOCÊ PODERÁ DECIDIR SEGUIR OUTRA ÁREA, POIS NÃO "HÁ VENTO FAVORÁVEL PARA QUEM NÃO SABE AONDE VAI". VOCÊ PODE PARAR EM QUALQUER LUGAR...


  • E O MEU CURRÍCULO, COMO DEVE SER? SEU CURRÍCULO PRECISA SER COERENTE COM O QUE VOCÊ QUER SER. DEVE CONTER AS ESPECIFICAÇÕES DE SUAS EXPERIÊNCIAS E CURSOS RELACIONADOS À DETERMINADA ÁREA (E NÃO A VÁRIAS ÁREAS). E, SE AINDA PREFERIR, UMA OBSERVAÇÃO SOBRE SUA MOTIVAÇÃO NA ÁREA.


EXEMPLO:
SE QUISER SER MOTORISTA DE CAMINHÃO, COLOQUE TODAS AS EXPERIÊNCIAS COMO MOTORISTA, A CATEGORIA DE SUA CNH, PROCURE MUDAR A CATEGORIA, REALIZAR CURSO MOPE, CURSO DE DIREÇÃO DEFENSIVA, E OUTROS CORRELATOS, EXPONHA A IMPORTÂNCIA PARA VOCÊ EM ATUAR NESTA ÁREA, ENTRE OUTROS DADOS FOCADOS NA ÁREA.


OUTRO EXEMPLO:
SE VOCÊ QUER SER ENGENHEIRO CIVIL, PROCURE FAZER UMA FACULDADE NA ÁREA, ESTAGIAR NA ÁREA, REALIZAR CURSOS PARA SE ATUALIZAR, CURSOS DE SOFTWARES DA ÁREA, AUMENTAR SUA REDE DE CONTATOS E, SE ESTÁ PRECISANDO MUITO TRABALHAR E NÃO APARECE OPORTUNIDADE, PROCURE FAZER ALGO QUE SE APROXIME, COMO: ATENDIMENTO NUMA LOJA DE CONSTRUÇÃO, ALMOXARIFADO DE UMA FÁBRICA DE FERRAMENTAS, AUXÍLIO EM UMA OBRA, ETC. ALGO QUE, DE ALGUMA FORMA, LHE APROXIME DO QUE VOCÊ REALMENTE QUER SER.
NÃO DESISTA DO SEU SONHO! PRATIQUE, ESTUDE E SE QUALIFIQUE PARA QUE ELE SE TORNE REALIDADE! ASSIM, VOCÊ SERÁ UM PROFISSIONAL BEM MAIS FELIZ E REALIZADO.


ATÉ MAIS!!

15 de fev. de 2011

Valores, vida e organizações

VALORES, VIDA E ORGANIZAÇÕES
Quais são seus valores?
O que você faz com eles?

Sabe todos aqueles domingos que você passa meio cabisbaixo(a) pensando na semana que irá começar?
Você já parou para pensar o porquê da tristeza, angústia, enfim, por que não recebemos tão bem as segundas-feiras e a semana?

Se eu disser que isto pode ter a ver com nossos valores, você acredita?

Pois é, todos nós temos valores que muitas vezes não colocamos em prática e, pior, nem sequer os conhecemos.

Os valores são os tijolos necessários para que a construção seja concluída de forma satisfatória. Satisfatória principalmente para nós, pois as críticas virão (sem dúvidas).

Quando vivenciamos quem somos, as experiências são mais construtivas e especiais!

Como podemos ver no filme "Click" (quem ainda não assistiu, aí vai uma dica), muitos de nós vivemos no "automático": trabalhando demais, bebendo demais (ou qualquer outro vício), pensando demais, ansiosos demais... E não paramos, simplesmente, para viver nossos valores no agora.

Um exemplo: Um profissional valoriza a vida em família, mas aceitou um trabalho que lhe toma todo o tempo. Ele estará bem e em alinhamento com seus valores? Não! E por que ele não faz diferente? Talvez porque não tenha notado a causa de seu stress, porque justifique que o dinheiro é mais importante no momento, porque acha mais importante o status social, porque não é fácil mudar... então o tempo passa e sua vida não expressa seus valores.

E vez ou outra nós podemos nos perguntar: Será que estou no caminho certo?

Como é mostrado no filme "Poder além da vida" (outra dica!), a jornada é mais importante que a vitória (ou o fracasso), pois, um caminhar realizado com amor, já é a própria vitória. Podemos também perceber que a vitória é uma ilusão se a entendemos como um ponto final. A vitória é conquistar cada etapa, SENDO nós mesmos no AGORA e levando nossos VALORES conosco.

Quando estamos no caminho certo, não questionamos, nós sentimos!

Os feedbacks que às vezes recebemos sobre como estamos caminhando, se estamos nos afastando dos nossos valores, são pérolas e devemos agradecê-los em vez de torcermos o nariz.



Neste caminho nós, sem sombra de dúvidas, erraremos, mas como diz Michael Jordan:

"Eu errei mais de 9000 arremessos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Em 26 vezes confiaram em mim pra fazer a cesta da vitória, e eu errei. Eu falhei uma vez, de novo, e outra vez na minha vida. E é por isso que eu obtive sucesso."


Então precisamos aceitar que somos "seres humanos" limitados e não "teres humanos" ou "fazeres humanos" e não deixar nossa essência e nossos valores genuínos passarem despercebidos, principalmente, por nós mesmos!

A partir do momento em que identificarmos nossos valores pessoais e os valorizarmos, colocando-os em prática, nossas organizações serão muito mais humanas e felizes!

Deixo claro que as organizações em si são entidades virtuais, pois o que as formam e as tornam reais e produtivas são as pessoas (com seus valores): a direção e todos os colaboradores (sem exceções), e o que as tornam necessárias no mercado são os clientes.

Mais uma vez chamo a atenção para a importância das pessoas, antes mesmo da estrutura, dos processos, cálculos, produtos, serviços, enfim!


Abraços a todos e até o próximo post!!






16 de dez. de 2010

Inconsistência organizacional


INCONSISTÊNCIA E INCOERÊNCIA ORGANIZACIONAL


Fiquei um tempo sem escrever no blog devido à correria de finalização do meu TCC.

Mas hoje estava lendo o livro "Coaching Executivo" de Rosa Krausz e achei muito interessante uma citação que ela fez de Handy & Leiba-O'Sullivan (1998) para retratar a inconsistência e incoerência no universo organizacional, como segue:


"Como é bom ter trabalhadores ativos e dedicados e com iniciativa (mas somente quando é "apropriada"), que precisam correr riscos (porém, nunca riscos arriscados), que apresentam suas ideias vonluntariamente (mas apenas aquelas que são brilhantes), que resolvem problemas (mas não erram), que não temem apresentar seus pontos de vista (mas nunca se opõem aos poderosos), que sempre dão o melhor de si para a empresa (mas não fazem perguntas desagradáveis sobre o que recebem em troca disso). Em resumo, como seria bom empoderar os trabalhadores sem, na realidade, dar-lhes nenhum poder."


Esta postagem é apenas para refletirmos sobre o atual momento organizacional...


Até a próxima!!

27 de set. de 2010

DIFERENÇAS E SUCESSO

O sucesso é ser você mesmo!

Para Ane Araújo, a busca do funcionário ideal provoca a atitude “Procura-se o gap!”, ou seja, tenta-se identificar as fraquezas dos colaboradores perante um “perfil ideal”, em vez de procurar as forças e os talentos que já possuem. É preciso aceitar as pessoas como elas são, o que não quer dizer conformidade com o status quo.


Vivemos em uma época de constantes mudanças, que afetam a cultura, a política, a economia e os negócios de forma geral e produzem pressões em nossas relações profissionais e pessoais. Os resultados de negócios ainda têm sido o critério básico usado para aferir o sucesso dos gestores nas empresas. Mais especificamente: os resultados imediatos ou de curto prazo seguem sendo mais valorizados –independentemente da forma como são obtidos e apesar de todo o discurso sobre qualidade de vida e valorização das pessoas.

Peter Hirsch enfatiza que “na maioria das vezes, as pessoas focalizam apenas nos resultados. Mas, obter resultados sem aprender algo ou sem ter tido prazer é incompleto. Igualmente incompleto é ter prazer sem obter resultados ou sem aprender algo novo que lhe ajude e lhe dê poder no futuro. A realização envolve todos os três: resultados, crescimento pessoal e prazer".

A necessidade cada vez maior de formar empreendedores nas empresas gerou um movimento no sentido de alterar esta visão, focada em resultados imediatos. As implicações das práticas de liderança voltam a ganhar a atenção no mercado. Uma das ações decorrentes deste movimento, a Gestão de Desempenho por Competências, tem como missão refinar estas práticas e oferecer condições para a maximização do desempenho profissional e do desenvolvimento individual e de equipes. Entretanto, este modelo foi inserido num contexto cultural carregado de vieses sobre o desenvolvimento humano. A Gestão por Competências precisa renovar seus conceitos.

Um destes vieses é a existência de um perfil de liderança ideal e único! Isto mitifica o papel do líder e empobrece a gestão por competências. Não existe um perfil ideal de liderança! Logo, não existe um conjunto de competências que sirva para desenvolver e aperfeiçoar todo e qualquer gestor de uma empresa. São tantas as manifestações de liderança quantas as pessoas a manifestarem. Uma empresa pode definir, sim, um conjunto de valores essenciais que explicite a sua ética, mas não deve engessar seus colaboradores num único perfil.

A busca do funcionário ideal provoca a atitude “Procura-se o gap!”, ou seja, tentamos identificar as fraquezas dos nossos colaboradores perante um “perfil ideal”, em vez de procurar as forças e os talentos que eles já possuem. Este critério representa um viés porque as pressões por identificar fraquezas acabam provocando nas pessoas sentimentos de inadequação e dúvidas quanto à sua competência, comprometendo seriamente seu autoconceito e sua auto-estima. Não é raro encontrar pessoas mal-alocadas ou fragilizadas por não serem valorizadas. Sabemos que pessoas que têm baixa auto-estima não se tornam empreendedoras; afinal, elas não acreditam em si mesmas. Ao contrário, pessoas com alta auto-estima e que se sentem valorizadas por suas qualidades florescem naturalmente. Precisamos valorizar verdadeiramente as pessoas! Devemos ajudá-las a se valorizar!

Cada pessoa tem seu mix de estilos e de forças. Precisamos compreender e aceitar as pessoas como elas são, na sua inteireza. Isto não quer dizer conformidade com o status quo. Significa apenas que, muitas vezes, queremos que os outros mudem em vez de ajudá-los a encontrar seu lugar ao sol.


De acordo com a metodologia LIFO® (contração de Life Orientations), apresentada pelos consultores Allan Katcher e Ken Pasternak no livro Gerenciando Suas Forças, existem quatro estilos ou orientações de vida:

· Dando & Apoiando

· Tomando & Controlando

· Mantendo & Conservando

· Adaptando e Negociando.

Cada um desses estilos corresponde a um conjunto de forças que, quando usadas em demasia, aparecem como falhas. Segundo Eric Fromm, “a fraqueza de um homem raramente é mais do que o uso excessivo de suas forças”. A força do estilo Dando & Apoiando é a excelência, em excesso é o perfeccionismo; do Tomando & Controlando é a ação, em excesso é a dominação; do Mantendo & Conservando é a lógica, em excesso é a teimosia e, do Adaptando & Negociando é a flexibilidade, em excesso é a complacência.

As pessoas precisam conhecer e valorizar suas forças, mas também precisam aprender a moderá-las. Por que nos excedemos no uso de nossas forças? Como resposta a situações de altos níveis de ameaça e pressão. O stress constante faz com que as pessoas busquem conforto nas suas forças já comprovadas.

O modelo LIFO de Gestão de Forças® estimula as pessoas a: valorizar seu mix de forças, aprender a moderá-las, apreciar as forças dos outros, estabelecer pontes nas relações e manterem os olhos abertos para mudanças. Estimula as pessoas a liberar ou desbloquear todo o seu potencial para atingir o máximo desempenho e desenvolvimento. O processo de coaching, que consiste em dar suporte para as pessoas se tornarem empreendedoras e ampliarem suas chances de sucesso, quando baseado na metodologia LIFO®, ganha profundidade e velocidade e transforma as boas organizações em excelentes negócios. Alto desempenho –todos os dias!

Para terminar, cito Deepak Chopra: “Existem muitos aspectos do sucesso, riqueza material é apenas um componente... Mas, sucesso também inclui boa saúde, energia e entusiasmo pela vida, plenitude nos relacionamentos, liberdade criativa, estabilidade emocional e psicológica, um senso de bem-estar e paz de espírito". É ser você mesmo!

Ane Araújo é psicóloga e sócia-diretora da Marcondes & Consultores Associados. Especializada em Psicologia Organizacional, acumula experiência de 24 anos na área de Recursos Humanos, e foi responsável pela implementação, no Brasil, das metodologias: The Human Element© (Will Schutz Associates, USA) e LIFO® (“Orientações de Vida”). É autora do livro: Coach – um parceiro para o seu sucesso, Editora Gente.

20 de set. de 2010

Palavras e ações

Palavras e Ações

Quantas vezes já não ouvimos que uma ação vale mais que mil palavras? Muitas! Mas conseguimos colocar isto em prática? Nossas palavras estão em sintonia com nossas ações?

Observo sempre a importância de um elo entre o que falamos e o que fazemos. Se houver muitas discrepâncias, causaremos inseguranças, dúvidas e desmotivação em nosso meio.

E trazendo este pensamento para a empresa...

Imagine um gerente ou diretor de uma organização dizendo numa reunião: “Eu valorizo muito cada um de vocês!” Ou mais, imagine um quadro com os valores da empresa onde o primeiro tópico é, por exemplo: “pessoas em primeiro lugar”. Porém, na primeira oportunidade, corta-se um benefício dos funcionários sem nenhuma justificativa ou satisfação. O que há então? Uma discrepância entre o que se fala e a forma como se age. Nesse caso, pode ser que realmente tenha sido necessário cortar o benefício (talvez a empresa estivesse em crise, enfim), mas o maior problema foi a falta de respeito para com os funcionários que diziam valorizar tanto.

Da mesma forma, podemos ver este desrespeito quando o funcionário não é ouvido em suas sugestões, quando se coloca uma distância enorme entre os setores de administração e de execução, quando se chama a atenção de um funcionário na frente de outros, quando se marca um compromisso com um funcionário e não o cumpre, quando não se dá o devido feedback ao funcionário, quando se promete soluções e/ou projetos e não o cumpre, sem dar satisfações, quando o funcionário o procura para conversar e se dar pouca importância, quando não valoriza a necessidade de lazer e descanso de todos os seres humanos, quando se demite por questões pouco esclarecidas, quando pune um funcionário injustamente ou por questões pessoais, etc.

Este desrespeito vai se proliferando para os clientes (quando não cumpre o que promete), para os fornecedores (quando não realiza os pagamentos, sem satisfações), etc.

E isto não se mascara... Nós, seres humanos, percebemos de longe essa dissonância.

A reação da maioria dos funcionários normalmente é de acordo com a ação da empresa. Da mesma forma, as pessoas tendem a não respeitar, não ouvir, fazer o trabalho de qualquer jeito, reclamar de forma implícita, enfim, posturas que retribuem o que receberam. Poucas são as pessoas que têm a coragem de falar explicitamente o que pensam, muitas vezes por medo da demissão.

Este quadro ainda é bem comum atualmente. Apesar da evolução das teorias organizacionais com estudos sobre o tripé: “pessoas, organização e trabalho”, parece-me que muitas empresas ainda estão presas às teorias de Taylor, de Ford, e não evoluíram. Eles deram sim suas contribuições, foram grandes pioneiros, mas está mais do que provado que as relações humanas e a valorização sincera aos funcionários é a maior causa da prosperidade de ambos, o que as primeiras teorias não valorizavam.

As melhores empresas para se trabalhar carregam novas políticas.

A melhor organização para se trabalhar é aquela que valoriza, respeita, dar oportunidades, confia, reconhece, dar um feedback sincero e profissional, valoriza o trabalho em equipe, valoriza as diferenças, enfim, valoriza basicamente as necessidades criadas de forma plausível por Maslow (desde as fisiológicas, passando pelas de segurança, as sociais, as de estima, até a auto-realização). E para a empresa funcionar bem e prosperar também são indispensáveis um sistema operacional eficaz, a atualização do conhecimento e as condições para que o trabalho possa ser realizado.

Pode ser observado que não citei a palavra “dinheiro”. Não que este não seja importante, mas pesquisas mostram e podemos notar que não é o que determina o aumento do fator motivação em longo prazo. Entendo que ter um salário justo também faz parte da cultura do respeito (assim como benefícios, a depender do porte da empresa), mas somos mais e precisamos de mais. Nossa motivação acontece de forma mais subjetiva do que a simples troca do trabalho por dinheiro.

As empresas precisam perceber mais as necessidades das pessoas, não as tratando como robôs, e sim acreditando e reconhecendo seus grandes potenciais, seja qual for a sua área.

Com a política posta, os valores firmados (com consonância entre o que se diz e o que se faz), as pessoas certamente seguirão a missão e visão da organização, e esta poderá contar com os melhores profissionais, os mais comprometidos e produtivos.

Tudo isso exige mudança, que não é um processo fácil para as empresas e exige persistência e exercício, pois normalmente não têm o hábito de rever posturas, valores e mudar. Empresas menores, a meu ver, têm maior facilidade, apesar da dificuldade da comum indefinição de funções e poucas condições de trabalho, mas pode-se extrair os benefícios dos contatos mais próximos, das necessidades de reuniões frequentes, da observação, e, talvez, do feedback mais sincero.

Os valores da organização estão alicerçados em sua cultura, que está presente desde a forma como é realizada uma reunião, até a posição das salas, as comunicações, enfim, é preciso rever toda a organização para que se alcance, além de lucros, a harmonia entre o dito e o não-dito e, principalmente, o bem-estar de todos que fazem parte desse palco social (incluindo clientes, que sustentam a organização, e os fornecedores, com quem é imprescindível um bom relacionamento). Somente a gerência e liderança poderão aceitar esta necessidade e “dar o ponta pé” inicial para a mudança organizacional e determinar (e acompanhar) as diretrizes que a organização tomará, quando passará a conhecer os benefícios da nova postura.

Para as definições dos passos e acompanhamento, a ajuda de um profissional é sempre bem-vinda.


Neste quadrinho uma forma leve e divertida que procuraram expôr o que muitas vezes acontece:

E, por último, deixo uma frase que está bem de acordo com a forma simples que expus meus pensamentos acima:

“Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos” (Confúcio)



Até o próximo post! Tudo de bom!

14 de set. de 2010

O QUE FALAMOS...

A IMPORTÂNCIA DO QUE FALAMOS PARA AS PESSOAS A NOSSA VOLTA

Estive pensando sobre a importância do que falamos para as pessoas e decidi escrever algumas linhas a respeito da imensa influência sobre seus comportamentos e ações.


Isto é ainda mais verídico quando tais pessoas estão envolvidas emocionalmente conosco: família em geral (principalmente pais, irmãos, esposo (a)), amigos, alguns colegas de trabalho, alguns colegas da escola/faculdade, namorado (a), enfim.

E pensei sobre a responsabilidade que possuímos sobre o que falamos. E, mais, que existem muitas pessoas irresponsáveis, que saem dizendo o que lhes vem à mente sem pensar no que uma simples frase influenciará na vida da outra pessoa.

Essas associações podem parecer meio inverdades, mas imagine alguém do seu convívio, e que você valoriza bastante, lhe dizendo sempre: “Você está feio (a), você está feio (a)”, “você está feio (a)”, por várias vezes, ou uma só vez que valha por dez! Pode ter certeza que, mesmo que no início não dê muita importância, depois vai olhar no espelho e dizer: “é... talvez eu esteja mesmo feio (a)” e ainda, talvez, se sinta um zero à esquerda e não solte um olhar conquistador para um(a) paquera.

O inverso também é verdadeiro. Se você ouvir várias vezes de alguém, de forma sincera, “você é muito inteligente”, “você é muito inteligente”, “você é muito inteligente”, mesmo que você não se achasse tão inteligente, você vai olhar no espelho e dizer “é... talvez eu seja mesmo inteligente” e, talvez, faça coisas que não imaginava antes e até ultrapasse seus limites. Imagine se ouvisse isso de mais de uma pessoa...

É meu caro leitor ou minha cara leitora, as palavras e o nosso meio influenciam na nossa auto-estima e em quem somos. Ou melhor, as palavras das pessoas que valorizamos. E às vezes nem precisam palavras, mas olhares/gestos de crítica, de desaprovação, de apoio, de incentivo, de admiração, que substituem qualquer palavra; enfim, nossas palavras responsáveis ou irresponsáveis para determinadas pessoas.


Mas temos "lapsos de memória" com relação a isto e esquecemos este nosso poder. E há quem o faça sabendo do ‘mal’ que podem causar...

Sim... e a crítica? Não devemos fazê-la? Devemos, com certeza! Mas há formas e formas de se fazer uma crítica. E mais, dependendo da forma, ela será ou não aceita pelo ouvinte, para sua vida. Ninguém é obrigado (a) a aceitar algo colocado de “goela abaixo”. Mas se alguém nos deixa mastigar, saborear, para então engolir, a digestão será mais completa, porque pudemos perceber que aquilo é bom mesmo, que aquele caminho é o melhor a seguir, ou talvez não, pudemos perceber que o caminho que estamos nos faz melhor (a partir da nossa subjetividade única, da nossa forma de ver o mundo). E vale frisar que o questionamento adequado é uma ótima forma inteligente de AJUDAR o outro.

E esta atitude implica respeito ao próximo. A QUEM é o próximo. Cada pessoa tem sua história de vida que a constitui. É um crime não respeitarmos ou acharmos que somos melhores que o outro, não aceitando que temos muito a aprender com todos, e a ensinar, e que ninguém é melhor que ninguém.

O que preferimos? Fazer uma pessoa passar o dia todo pensando em suas possibilidades, caminhos e potencialidades (de até mudar para melhor) ou fazê-la passar o dia todo pensando em suas fraquezas e impossibilidades? Queremos ‘frear’ a pessoa ou ‘acelerá-la’? Isso é o poder da palavra e da nossa influência sobre os outros.

Se não sabemos ainda como dizer algo a alguém, que fiquemos calados e formulemos melhor para que o resultado seja POSITIVO na vida da outra pessoa. E talvez o que seja bom para aquela pessoa não é o que seria bom para nós. Mas deve ser tudo com base na SINCERIDADE, se não, melhor permanecermos calados.

Observe a sua volta ao menos quantos elogios sinceros você recebe e dar, e note a importância do que coloquei acima, seja em CASA, no TRABALHO, na ESCOLA/FACULDADE, entre AMIGOS, em algum GRUPO informal, na IGREJA, enfim, onde quer que estejamos. Faça o teste! Seja diferente e fique feliz em ver o outro feliz! Plante sua sementinha para um mundo melhor, a começar pelo seu!

Imagine se todos os pais, ‘chefes’, irmãos, padres, pastores, amigos, colegas de trabalho, etc, agissem dessa forma... Mas parece difícil para alguns! Talvez por medo incosciente de ver o outro melhor, ou de perder o lugar, ou até por não achar importante, enfim...Ainda bem que podemos pensar sobre e sermos melhores a cada dia...


Ah! Tenho que enfatizar que para os líderes a responsabilidade é ainda maior! Mas para um verdadeiro líder essa é a melhor das responsabilidades!

Podemos fazer MAIS pelas pessoas a nossa volta, podemos acreditar, antes de qualquer palavra ou olhar, no POTENCIAL de todos os seres humanos, e ajudá-las (e nos ajudar) a explorarem o que têm de melhor e a serem cada vez melhores.

E, o melhor, o feitiço pode se voltar contra o (a) feiticeiro (a)...

Para finalizar a forma simples que coloquei meus pensamentos, deixo duas Teses das 20 sobre autoconhecimento e a importância de saber viver, de um pensador russo chamado Guerdjef:

15 - Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

E ainda coloca:

20 - Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que se fizer ser.

* Li a obra deste pensador a partir de fontes terceiras, então, pode ser que as palavras não sejam exatamente essas,; mas por nenhum motivo perderão suas utilidades e beleza.


Até o próximo post!

12 de set. de 2010

INOVAR OU LAMENTAR?


Inovar ou lamentar?

A decisão é sua

Cuidado com determinados modelos de crenças, como aquele: “Prefiro ganhar pouco, ter saúde e ser feliz do que ganhar muito e viver preocupado”


Quando o resultado das nossas ações não satisfaz, é preciso parar um pouquinho e, com toda a lucidez e humildade, analisar onde podemos estar errando. Viver despreocupadamente é o desejo que trazemos “de fábrica”. Porém, em muitos momentos, deixamos de assumir o controle de nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, uma auto-sabotagem que confundimos com uma pseudo-tranquilidade.

Não é raro depararmos com amigos que miram duas opções extremas de vida. Percebem apenas o oito e o oitenta, esquecendo-se das 72 opções que existem entre eles das sete que antecedem o oito e do infinito que sucede o oitenta. “Prefiro ganhar pouco, ter saúde e ser feliz do que ganhar muito e viver preocupado” é o tipo de crença instalada que nos serve de justificativa para a nossa falta de mobilização e o nosso medo – sim, o medo - de assumir o controle.

Quem disse que não é possível ganhar bem, ter saúde e ser feliz? Essa dissociação entre dinheiro e felicidade, tratados como universos antagônicos, estabelece em nós um padrão limitante de crenças. A partir desse modelo, idealizamos nossos pensamentos, que rascunharão nossos sentimentos, que comporão nossas atitudes e, finalmente, materializarão nossos resultados. O dinheiro é uma energia neutra e sua polarização está nas nossas mãos: é possível tratá-la como algo sujo, que corrompe e demoniza ou como algo que promove mudança, movimenta a economia, gera trabalho, fomenta a tecnologia e todas as outras esferas de prosperidade que a nossa inteligência pode imaginar.

Além do dinheiro, as demais energias neutras à nossa disposição – como o trabalho, o tempo, a fé, a ciência e os relacionamentos, entre outras – estão sujeitas ao nosso padrão mental. A possibilidade de inovação desse padrão é uma realidade, mas a decisão em adotá-la e monitorá-la é individual. O nosso modelo de crenças, ou padrão mental, é o ma

pa que vai nos orientar no campo da ação, e devemos estar conscientes que, entre mapa e terreno, existem variáveis controláveis e incontroláveis.

Daí a necessidade de avaliar cada passo, parando de tratar tudo como fruto do acaso ou do “azar que me ungiu quando nasci” - outro modelo de crença. No oposto do espírito da inovação está o espírito da lamentação. Quando o padrão mental é de lamentação, o resultado que se atinge, invariavelmente é o de uma vida lamentável.

Eduardo Zugaib (Profissional de comunicação e palestr

ante – www.eduardozugaib.com.br)

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